Luto
Iniciando mais uma manhã dedicada ao ócio, ao começar a fazer um bom café, sou surpreendido pelo telefonema de Iara, namorada do bom amigo Maynarro, dizendo que este desejava falar-me. Ao contatar Maynarro fico sabendo que um colega dos tempos de estágio no Tribunal de Justiça, Domingos Henrique, morreu de infarto fulminante na sexta-feira. O baque foi inevitável.
Mais um bruto deitou-se a sete palmos e mais uma vez a velha máxima "que para morrer basta estar vivo" ou "a única certeza da vida é a morte" é confirmada com facilidade. Detesto estas simples conclusões, apesar da veracidade. Creio que podemos desenvolver outras certezas durante nossa vida e termos bons proveitos delas, mas toda vez que vivencio a morte de pessoas queridas tenho um surto raivoso silencioso em não poder contestar o que acredito ser uma pífia certeza.
Aos familiares do Henrique manifesto o meu pêsame. Nesses momentos não entendemos muito os atos de Deus, mas já me disseram que ele sabe o que faz. Saibamos respeitar a vontade divina e lutar para continuar a vida. Esta, apesar da ausência, infelizmente, continua.
Vamos em frente...

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